Chegou há poucos dias à Netflix, mas já ocupa o top 10 na plataforma, figurando entre os filmes mais assistidos. “23.000 Vidas” é um filme alemão dirigido por Markus Goller, baseado em fatos reais, mais especificamente na história da Jugend Rettet.
Essa organização alemã foi fundada em Berlim em 2015 por alguns jovens dispostos a tentar conter a onda de mortes que estava ocorrendo nas rotas migratórias do Mediterrâneo. Eles arrecadaram fundos e conseguiram comprar e reformar um velho barco de pesca para ir até o local do desastre.
No filme, somos transportados para o verão de 2015, conhecido como o “verão da migração”. Em Berlim, surge um grupo de jovens sem experiência marítima nem em resgates que embarca em uma missão para salvar refugiados em situação de perigo no Mediterrâneo.
A iniciativa parte de Lukas (Louis Hofmann), nosso protagonista; o problema é que, uma vez em alto mar, tudo começa a desmoronar e sua visão da lei e da justiça fica distorcida, sendo constantemente posta à prova.
A ficção nos apresenta essa história de maneira brilhante. Um drama repleto de história recente, onde o moral e o político entram inevitavelmente em conflito. A tensão durante as cenas é palpável; afinal, por mais que seja uma produção que estamos assistindo do sofá de casa, não conseguimos deixar de lembrar constantemente que se trata de uma história baseada em fatos reais ocorridos há não muitos anos.
É impossível não se emocionar e não derramar lágrimas com esse relato, especialmente diante da impotência diante de todas essas situações globais que não podemos conter de forma alguma individualmente. No entanto, o filme também é um raio de esperança que sensibiliza o público ao abordar, por meio do cinema, essas situações tão delicadas às quais parece que só temos acesso através dos noticiários.
Ele traz uma mensagem esperançosa que soa revigorante em um clima político mundial tão tenso quanto aquele em que nos encontramos. É um filme que merece que dediquemos a ele todos os nossos sentidos.
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